Domingo, 17 de Outubro de 2010

Acto XXIV

You know once I start I cannot help myself...




Há minutos em que não consigo parar de te ver em mim,
ainda que não te cá tenha por perto,
e perto é onde quero estar,
longe de tudo e todos.

Serei contigo a liberdade escondida em mim,
quanto mais não seja por um segundo,
no qual tudo já foi dito e escrito,
ainda que tudo esteja por dizer?

Mesmo que seja pouco,
quero mais enquanto tu me quiseres.
Queiras ou não, quero a loucura
de te agarrar e beijar com força.

Sufocando no meu pescoço,
quero ter-te e fazer-te meu.
Por um instante consumir-te,
possuir-te até ser dia.

E como-te novamente os lábios,
até que o mundo morra só hoje,
dizer-te ao ouvido que amanhã é nunca,
voltando a mim enquanto é tempo.

3 comentários:

Anónimo disse...

<3, mil

Anónimo disse...

«dizer-te ao ouvido que amanhã é nunca,
voltando a mim enquanto é tempo...»


Parabéns por isto. Só isto.

Beijos da Céu *chuac*

El Crítico disse...

Escreves bem como o caraças pá!

Continua, pf!